terça-feira, junho 05, 2012

A Era do Dragão

A plasticidade dos meios artísticos analógicos é incontornável. Os argumentos de suporte a esta afirmação nem passam tanto pela tradição das artes plásticas nem pela secularidade das escolas de desenho e de pintura. Sempre defendi que a pratica de desenhar um desenho por dia ou de pintar um quadro por dia criavam a disciplina e rigor na curva das autoaprendizagem... Defendo mas, em abono da verdade, hás vezes é bem difícil de cumprir... Com o novo meio digital acabo por dar mais tempo à tarefa de criar, porque tudo é digital... Cadernos de campo, diários gráficos, materiais e suportes... Tudo menos a minha cabeça e a minha mão... E quando olho para esse volume de material que recebeu os meus erros do infortúnio, as minhas memórias de curta duração e as minhas experiências amalucadas... Quando olho para tudo isto mais do que recordar dou por mim a descobrir-me a mim mesmo num pormenor escondido que salvou tudo ou num risco obstinado que tudo destruiu... Por isso, num ano em que o calendário chinês nos entrega um dragão esfomeado que nos devora com o que muito há de mau e que nos motiva com tudo o demais que nos cerca de muito bom... Num ano de altos e baixos tão pronunciados, só me resta prosseguir, nem que seja em ziguezague, mas prosseguir... ^-^

Nenhum comentário: