sexta-feira, abril 06, 2012

Haverá Realmente Vida na Terra?

No planeta Terra, leia-se o 3º a contar a partir do Sol, às vezes duvido... Mas no planeta Marte... Aí o caso muda de figura... Foi com Carl Sagan, na sua lendária série de divulgação científica chamada Cosmos, que me deparei pela primeira vez com John Carter... Embora o universo de Edgar Rice Burroughs, o senhor dos pulp-fiction americanos do início do século XX, estivesse quase reduzido na Europa à divulgação das aventuras do Tarzan, na realidade os USA relembravam os seus escritores à pequenada com a reedição de algumas séries por aqui totalmente desconhecidas... As séries de Pellucidar, Carson de Vénus e de Caspak são algumas das outras pérolas por aqui esquecidas... Na altura o que me ficou gravado foram as imagens das capas dos livros, brilhantemente ilustrados por Michael Whelan e que eu, duas a três décadas mais tarde, me orgulhei de colocar na minha estante ... Outro ilustrador de referência e para gravar na memória esta Barsoom doutras épocas é Frank Franzetta... Para além de uma banda desenhada emprestada na década de 80 por um amigo meu, pouco mais se ouviu falar de John e de Marte aqui em Portugal... Este ano foi uma surpresa ver anunciada a estreia de um filme 3D da Disney sobre este mito... Apesar de todas as críticas da má recepção no público, apesar dos óbvios ultrajes rendidos à indumentária dos nativos marcianos, do inegável fato científico das duas luas marcianas (Deimos e Phobos) serem tudo menos esféricas e muito menos grandes, dos navios aéreos transportados por balões de ar quente se terem transformado em himenópteros solares, da total ausência da bárbarie marciana (caracterizada pelo total desrespeito pela vida num contínuo banho de sangue), da (pelos vistos provada) existência de água e inexistência dos famosos canais... Apesar de tudo isto, eu gostei do filme, da adaptação (possível nos dias que correm) ao cinema... Com a minha pequena ilustração faço a devida homenagem ao ciclo de aventuras marcianas! Abro os braços a meio da noite num descampado, fixo o meu olhar no pequeno ponto vermelho que tremelica lá bem em cima, e lá vou eu...

Nenhum comentário: