sábado, janeiro 07, 2012

Adorei a Theresa Motta, sei lá!

Parece que os melhores momentos são sempre aqueles que não se combinam ou dos quais não temos a menor das expectativas... Um telefonema, uma troca de carros, uma entrada pelas traseiras (mal sucedida)... Enfim, o mesmo ambiente de sempre... Leia-se filas intermináveis de gente que veste bem e que acha que cultura é quando há filas de gente que veste bem... Sim, porque no decurso do resto do ano é ver os museus às moscas e os vigilantes a por a leitura em dia... Sim, porque esta gente lê tanto ao longo do ano que os catálogos na língua materna encontravam-se mais do que esgotados... Mas deixemos esta má língua de ano acabado de encertar e passemos à análise da fina flor, que por (mero) acaso também as havia mesmo fora das telas... Uma maravilha dum pequenino Dali em contraponto aos Picassos totalmente desnecessários... A celebração dos Cézannes face ao desperdício dos Renoir... «Ouvi dizer que um quadro tem que ter sempre um ponto branco para chamar a atenção...».. Eu quanto aos pontos de chumbo não sei porque trabalho mais com zinco e com titânio... Mas quanto aos pontos altos... Uma assinatura do arquitecto, uma verdadeira jarra de porcelana pintada à mão, umas 3 cavalas escocesas com 3 pinceladas e o que se pode fazer no intervalo de 3 alucinados anos... Como exposição só tenho pena de não ter visto a primeira parte... Mas isso já se sabia até porque eu gosto mesmo da Theresa Motta!!!

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