quarta-feira, junho 15, 2011

Pelos Interstícios da Arte Contemporânea

Os partos embora se traduzam no início em todas as possíveis oportunidades e inesperados deslumbramentos são, em primeiro lugar, um acto de dor... Deve doer que se farta e por isso, até nós, os já nascidos, pusemos essa lembrança para detrás das costas o quanto antes... Este fim de semana tive uma epifânia pessoal no museu da Fundação Serralves no Porto... É comum ouvir-se dizer que a arte contemporânea é coisa estranha e de mau gosto, etecetera e tal... Na minha teoria pessoal, formulada pelos meus próprios meios, acho triste que a arte necessite de ser explicada para que se goste dela... Ainda na minha opinião pessoal, a arte não deveria ser explicada coisíssima nenhuma... Mas, e a vida é assim mesmo, para se disfrutar da arte contemporânea há primeiro que tudo que aprender a ouvir a sua explicação... Neste fim de semana entrei por aquele museu meio azedo por causa do programa que me esperava... Algumas exposições que, dito desta forma, não prometiam nada de bom... E contudo, mesmo sem visita guiada (um must nestas coisas da arte contemporânea, acreditem!) qunado dei por mim estava a arfar e a embasbacar e a assimilar... Para quem queira, ou para quem simplesmente não tenha nada de melhor para fazer, atrevam-se a ir ver In Itinere de José Barrias... Algo fora do comum!!!

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